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27/04/2012

DISMENORRÉIA - Cólica Menstrual

É uma menstruação dolorosa popularmente conhecida por cólica menstrual.
Como toda dor, desconfortável e algumas em níveis altos atinge a vida social feminina. Algumas mulheres ficam impossibilitadas de executar as tarefas diárias e faltam trabalhos, aulas e desmarcam outros compromissos. É esperada a compreensão de quem está ao redor e a busca de um tratamento para quem sofre.
De acordo a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia,  a dismenorréia é definida como dor pélvica pré-menstrual, com ou sem associação com sintomas sistêmicos. Sua incidência é de até 72% em mulheres com idade de 19 anos, em uma população urbana, com utilização de tratamento clínico em até 32% e 8% de perdas no trabalho ou escola.

Está associada a altos níveis de prostaglandina no endométrio e deve-se à contração e à isquemia do músculo uterino. A contração miometrial é acompanhada de vasoconstricção para reduzir a perda sanguínea.

A Dismenorréia é classificada em primária e secundária:
    Dismenorréia Primária
         Ocorre quando nenhuma causa orgânica é encontrada. De uma forma geral acontece com o inicio da menstruação e é muito comum em adolescentes.     
         É a dor é minimizada ou desaparece com inibidores de prostaglandina, o que gera alivio nas cólicas menstruais.  O tratamento inclui o uso de medicações anti-inflamatórias que bloqueiam a produção das prostaglandina. Em alguns casos o médico indica o uso contínuo de anticoncepcional.

    Dismenorréia Secundária
Associada a alterações do sistema reprodutor feminino. A dor tende a surgir de duas semanas até alguns dias após o sangramento.
O diagnóstico é feito através de exames físicos, laboratorial e imagem. Partindo do diagnóstico o médico (a) traça o tratamento.


Algumas mulheres não gostam de tomar medicações, embora sejam altamente eficazes quando prescritas por médico.

A FISIOTERAPIA NA DISMENORRÉIA


A fisioterapia tem um papel importante na intervenção da dismenorréia, ela busca o alivio da dor das seguintes formas: TENS (eletroterapia), técnicas de relaxamento, desenvolvimento de programas de exercícios específicos para a paciente.





O uso das compressas quentes também é aconselhado, mas, como alivio da dor momentânea.
O que acontece: altas temperaturas causam vasodilatação ou seja relaxa os músculos e aumenta a circulação local e favorece o ciclo, lá em cima expliquei que a cólica é causada pela contração uterina.



Evite gordura animal, laticínios e ovos. Faça ingestão de vegetais, sementes cruas e nozes.
         Pratique exercício físico moderado. A prática regular de exercícios libera endorfinas, que lançadas em corrente sanguínea diminuem o quadro doloroso e causam sensação de bem estar.

Procure seu ginecologista caso suas dores sejam muito fortes e persistam pós final de ciclo.

Está com cólica? Procure repousar, se não for sensível ao calor coloque toalhas ou bolsa térmica. Descanse e quando levantar estará bem melhor.

Obrigada,
Até Mais.
Dúvidas? alinepolti@gmail.com



Texto Baseado nas literaturas:
  Lima CAM, Camus, V. Sindrome Pré-Menstrual: Um Sofrimento ao Feminino. Psiq Biol 1996; 4(3): 137-46.
  Koss G. Leopold, Gompel Claude. Citopatologia Ginecológica.São Paulo, Roca; 2006
  Stephenson G. Rebecca, O'Connor J. Linda. Fisioterapia aplicada à ginecologia e obstetrícia, 2ª ed.São Paulo Manole 2004
  GlassRH. Office Gynecology. 3rd ed. Baltimore, Md: Williams & Wilkins;1988.

22/02/2012

Distúrbios do Ciclo Menstrual

Anormalidades do fluxo recebem o nome de:


 Menorragia
É a menstruação excessiva. O fluxo menstrual excessivo e a passagem de grandes coágulos são indicativos de menstruação excessiva, caracterizado também quando a perda menstrual excedente a 80 ml. Comumente a mulher detecta alteração desse porte.

Distúrbios da tireoide causam alterações no ciclo menstrual, e a menorragia pode ser um deles. Mulheres nesse quadro são suscetíveis à anemia.

  Polimenorréia – Fluxo com intervalo inferior a 21 dias

  Hipomenorréia - número reduzido de dias ou quantidade de fluxo, menor que 3 dias.

  Oligomenorréia – Fluxo ocorre com menos frequência do que 35 dias.

Amenorréia – É a ausência de menstruação. Ocorre em aproximadamente 5% das mulheres. De acordo com Stephenson e Connor, algumas pesquisas sugerem que determinados grupos de mulheres tais quais: as mantidas em prisão por longos períodos, deficiências nutricionais, atletas (maratonista) e bailarinas, tendem a ter anormalidades menstruais.


Amenorréias podem ser classificadas em:
·       Amenorréia Primária
Essa é uma condição com diferentes causas, como disfunções endocrinológicas e anomalias gonadais, sendo que dentre elas destacam-se as anormalidades cromossômicas.
Problemas congênitos também podem causar amenorréia primária, Exemplo: hímem não perfurado que pode evoluir para amenorréia secundária.
·       Amenorréia Secundária ou Oligomenorréia
Ausência do fluxo por mais de seis meses, quando já houve o ciclo menstrual. As causas mais comuns são a menopausa prematura, síndrome do ovário poliscístico e a hiperprolactinemia.

Dismenórreia - É uma menstruação dolorosa

Obrigada
Até mais

Dúvidas?











Texto baseado nas seguintes literaturas:

  Stephenson G. Rebecca, O'Connor J. Linda. Fisioterapia aplicada à ginecologia e obstetrícia, 2ª ed.São Paulo Manole 2004


D'Agostini C, Gus R, Capp E, Corleta HVE. Estudo citogenético das gônadas em pacientes com amenorréia primária. Rev Bras Ginecol Obstet. 2005;27(3):125-9. 


ROSA, Rafael Fabiano Machado et al. Amenorréia primária e cariótipo XY: identificando pacientes em risco. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. [online]. 2008, vol.30, n.11, pp. 566-572. ISSN 0100-7203.  http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032008001100007.